Trata-se da evolução do conceito que foi criado em 1943 com circuitos elétricos. Seu objetivo, desde sempre, é criar um modelo computacional, um sistema, que seja capaz de resolver problemas “pensando” como um cérebro humano, sendo assim, ela foram levadas muito além, incorporando tarefas cada vez mais complexas e que podem inclusive irem muito além da capacidade ou da velocidade do cérebro, como visão computacional, traduções de textos e fala, criação e codificações de linguagens alternativas e de máquinas, filtragens, jogos, diagnósticos, linhas evolutivas e até a criação de novos modelos lógicos e assim também se incorpora o deep learning, que permite com que as redes neurais aprendam e se aperfeiçoem com seus erros e acertos em cada aplicação.
Dentro do mundo da segurança patrimonial eletrônica, abordar sistemas de inteligência artificial, baseados em redes neurais e com processos de deep learning, significa levar a inteligência do sistema a um novo patamar de identificações, e até mesmo predições, em tempo real. Utilizando algoritmos avançados, que são ensinados em cada processos que devem executar, é possível controlar e detectar, através das imagens provenientes das câmeras de um CFTV, qualquer tipo de processo.
São módulos inteligentes que agregam, aos processos de segurança, todos os tipos de monitoramento inteligente de pessoas, veículos, objetos e processos, detectando particularidades como cores, uso correto ou não equipamentos, gestos, objetivos muito específicos dentro de determinadas situações, cumprimento de normas e processos e ainda os comportamentos, apontando tudo que esteja fora dos padrões corretos de atuação normal.
Em todo e qualquer processo que se necessite de inteligências de detecção e, consequentemente, que os processos de monitoramento cada vez maiores, trabalhem para a operação e não ao contrário.
Fala-se então, em aplicar sistema para aprimorar e ampliar controles e gestão de processos, pessoas, otimizações logísticas, criação de direcionamentos de marketing, identificação e classificação de produtos, validação de qualidade e integridade, aumento da segurança em qualquer área e dentro de qualquer política corporativa.
Basicamente, em segurança eletrônica, a aplicação de redes neurais irá alertar e tomar medidas pré programadas, na identificação de crimes, áreas de riscos, invasões, coações, perturbações da ordem nos ambientes, filas, riscos provocados pelas ações da natureza, métodos mais inteligentes de acessos, classificações assertivas, entre muitas outras estratégias, que poderão ser utilizadas e transformadas em informações de apoio da decisão por todas as áreas de uma empresa.
As redes neurais, como o próprio nome já informa, se comportam com base nos processos observados nos neurônios, ou seja, a troca de sinapses. Os neurônios artificiais são capazes de executar um único processamento cada, portando cria-se a rede de neural, trocando informações entre si, com cada neurônio sendo responsável por completar a parte de informação que lhe cabe e a passa-la adiante, até que sua saída esteja pronta para entrega de um resultado final. Um detalhe muito interessante sobre esse processo, são os acertos e erros da rede, que possuem pesos e notas sobre cada um deles. A cada acerto da rede neural, ela se torna mais robusta e seus acertos cada vez mais exatos, assim como cada erro a faz revalidar o processo.
Quanto a arquitetura, uma rede neural simples, possui 3 camadas, sendo a de entrada, onde os dados são processados, analisados e categorizados. A camada de oculta (podendo ser composta por uma ou várias) que analisa o resultado da camada anterior, novamente processa os dados e os envia para a próxima camada. E por fim, a camada de saída que, através de um ou vários nós, fornecerá o processamento e resultado final. Uma rede neural profunda, já é muito mais complexa, possui milhões de neurônios a mais e pesos definidos entre eles, portanto seu treinamento dependerá de milhões de exemplos.
Ainda existem os 3 tipos de redes neurais, a feedforward, a backpropagation e a convolucional, cada qual seguindo seu caminho lógico de aprendizado, assertividade e método de aprendizado e comunicação, que são específicos para suas aplicações.
O uso das redes neurais/inteligências artificiais, pode se basear em algoritmos que trabalham a identificação de itens e situações específicas ou então as análises comportamentais, aprendendo o ambiente e identificando padrões não comuns ou aceitáveis.
As redes neurais processam os detalhes em uma velocidade incrível e podem detectar um nível muito alto de detalhes que, com certeza, passam despercebidas ao olho humano. Todo o poder de processamento que oferecem, ajudam os computadores a tomarem decisões inteligentes, sem a necessidade de um supervisão humana constante.
Elas entendem dados não estruturados e assim, podem transformá-los em informações que irão permitir uma melhor gestão de riscos, a tomar providências e decisões com melhor embasamento e distinguir e reconhecer padrões e comportamentos através da visualização em tempo real nos sistemas de vídeo.
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